REVISTA
VendaMais
nº 157 maio 2007 - O QUE FAZER
ANTES DE IR A CAMPO PARA VENDER
Um dia de sábio vale toda
a vida de um tolo. Aqui vão algumas
dicas para ganhar produtividade:
- pense em uma agenda mensal e venha construindo
suas ações pelas semanas que
compõem o mês, até chegar
na que você está vivenciando.
Isso ajuda na visão macro de prioridades;
- se o objetivo for prospecção,
use ferramentas qualitativas de informação,
do tipo, informativos técnicos, revistas
especializadas e dicas de colegas. Dê
uma conferida na internet ou mesmo por telefone
no potencial do cliente para que você
não frustre suas expectativas na
visita. Por outro lado, o telefone jamais
deve substituir sua presença física,
que é decisiva no processo comercial;
- no caso de visitas agendadas, confirme,
antecipadamente com o cliente, sua ida por
telefone ou por e-mail. Isso mostrará
seu comprometimento. No caso de ele não
poder recebê-lo, você poderá
otimizar seu precioso tempo com outro cliente;
- invista seu tempo em clientes que valem
à pena em termos de resultados!!
Dedique mais tempo de sua agenda a eles.
Tendemos a visitar clientes onde temos grande
empatia e, muitas vezes, esses clientes
não são os que mais colaboram
com nossas metas;
- seja objetivo e prático no seu
planejamento e rua!! Se você ficar
no escritório todos os dias fazendo
planejamento de suas visitas, certamente
seu superior deduzirá que você
não está com disposição
para ir a campo.
nº 153 janeiro 2007 - 7 DICAS
PARA ENCONTRAR NOVOS CLIENTES
1) Tenha sempre cartões
de visitas ou folhetos com você!!
O verdadeiro profissional de vendas diverte-se,
tem vida social, vai a festas, etc. sem
jamais perder o “faro comercial”.
2) Esteja sempre atento a tudo e todos!!
O universo dá sinais claros de grandes
oportunidades se você estiver “conectado”.
Olhe para todos os lados!!
3) Facilite o acesso ao crédito.
Quem jamais pôde ter seu produto,
pode agora!! Quem já comprava, pode
aumentar suas compras.
4) Saia da mesmice!! Vá visitar clientes
por outro caminho, em dias diferentes, fale
com mais pessoas no seu cliente. Vire seu
mapa “de ponta cabeça”!!
5) Mostre atenção, educação
e simpatia a todos que cruzarem seu caminho.
Seu novo cliente pode estar ali.
6) Questione as regras!! “Nunca vendemos
para tal segmento...Por quê? E se
mudarmos nosso enfoque, nossa abordagem
ou fizermos simples adequações
em nossos produtos?” Lembre-se: a
Coca-Cola não era para ser refrigerante...
7) Faça uma “pesquisa pessoal”
junto ao seu comprador. O que o levou a
comprar seu produto, qual apelo emocional
pesou na decisão? Use essas informações
em suas novas abordagens, para públicos
diferentes. Vá direto ao que dá
certo!!
nº 151 novembro 2006 - 8
TÉCNICAS PARA EXPLORAR O POTENCIAL
DE COMPRA DO CLIENTE
1 – Analise o cliente. Perceba
vestuário, gestos, tom de voz, “tribo”
que ele faz parte, etc. Os sinais que ele
emite são riquíssimas fontes
de dados sobre seu comportamento e devem
sempre ser usados a seu favor. Aja com coerência
e, principalmente, congruência.
2 – Sinta-se na pele do cliente. O
que poderá complementar, combinar
e até surpreender para o que ele
está pedindo? Abuse da sincronia
de raciocínio com o cliente.
3 – Faça o sentir-se único!!
Jamais use o apelo “todo mundo está
comprando”.
4 – Deixe clara a INTENÇÃO
em fazer a diferença na vida do cliente,
trabalhando como seu verdadeiro aliado.
Caso a INTENÇÃO em “empurrar”
um bem ou serviço ficar evidente,
certamente o comportamento do cliente será
reativo e a venda irá por água...
5 – Faça uma pausa...dê
tempo para o cliente “absorver”
os benefícios do primeiro, segundo
e até do terceiro bem ou serviço.
Jamais “atropele” o raciocínio
do cliente, muito menos seu ritmo.
6 – Quantas são as interfaces
do processo de vendas? No comércio,
por exemplo, da vitrine / abordagem, passando
pela venda e atendimento, até o pagamento
no caixa, qual a gama de produtos e serviços
agregados podem ser “ofertados”
nesse ciclo?
7 – Use o argumento do preço
e condições de pagamento (cartão,
parcelamento, etc.) somente no final do
processo. Deixe o cliente “degustar”
o sonho de possuir, ter, adquirir o segundo,
terceiro bem ou serviço!!
8 – Tão importante quanto vender
mais em uma abordagem é certificar-se
de que o cliente irá retornar em
breve. Invista numa relação
duradoura!
nº 147 julho 2006 - 10 DICAS
PARA ENCANTAR CLIENTES
1 – Receba o cliente com
um sorriso! Seja cordial sem ser “chato”!
Deixe o comprador à vontade, causando
uma “excelente impressão”;
2 – Faça perguntas positivas
e “abertas” (cujas respostas
não possam ser resumidas simplesmente
a “sim” ou “não”),
pois fazem com que o comprador conte mais
sobre si mesmo, gerando maior empatia. Evite
o “pois não” ou “posso
ajudar”;
3 – Não há espaços
para dúvidas na relação
com o cliente (conheça bem a linha
de produtos, processos internos, concorrência
e tenha uma boa noção sobre
atualidades);
4 – Deixe claro sua intenção
positiva para o cliente. Mostre interesse
em ajuda-lo! Dê o seu “melhor
eu”;
5 – Mostre seu compromisso com o benefício
que o produto/serviço trará
ao cliente;
6 – Enfatize o TER, POSSUIR, USUFRUIR,
jamais “pese” o comprador com
o ato de comprar;
7 – Crie imagens, sons, sensações
que despertem emoções no comprador!
Lembre-se: o cliente paga com o bolso e
compra com o coração...;
8 – Dramatize suas idéias!
O componente da influência corporal
é muito mais intenso que o verbal;
9 – Surpreenda o cliente (na entrega,
no serviço agregado, garantias, etc.);
10 – Mantenha-se presente na vida
do cliente mesmo após a venda!
REVISTA VOCÊ
S.A.
Edição 68 - Fevereiro
2004 - O ENGENHEIRO QUE VIROU CANTOR
Há 20 anos, o engenheiro
Dilmar Casella cultivava um sonho. Ele queria
gravar um CD com suas próprias músicas.
Ora não tinha dinheiro, ora o projeto
perdia prioridade em sua vida. Só
agora, aos 35 anos, é que Dilmar
conseguiu desengavetar o sonho, com a ajuda
da Camargo Corrêa Cimentos, empresa
onde trabalha como gerente de vendas. A
companhia lançou um projeto chamado
Vivendo e Aprendendo, cujo objetivo é
subsidiar os sonhos de seus funcionários.
O do engenheiro foi selecionado e ele até
já deu dois shows.
O que isso tem a ver com a carreira dele?
Muita coisa.
Dilmar começou a dar palestras aos
funcionários da Camargo sobre sua
experiência. Ele ensina que os perseverantes
sempre sobressaem.
"A perseverança é a melhor
aliada de qualquer profissional" afirma
o gerente-cantor como agora ficou conhecido
nos corredores da empresa.
REVISTA ÉPOCA
nº 317 14 junho 2004 - MOTIVAÇÃO
A TODO CUSTO
EMPRESAS FAZEM DE TUDO PARA LEVANTAR
O MORAL DAS EQUIPES: DOS ESPORTES RADICAIS
À CLASSIFICAÇÃO DOS
FUNCIONÁRIOS POR PERFIL PSICOLÓGICO
Maíra Termero
O Engenheiro Dilmar Casella, de 36 anos,
realizou o sonho de ver um CD com suas composições
à venda no shopping. Quem bancou
parte da produção (R$5 mil)
não foi uma gravadora, mas a própria
empresa em que trabalha, a Camargo Corrêa
Cimentos. Todos os anos, ela elege o projeto
pessoal de um funcionário para investir.
"Para nós, é importante
reter pessoas que façam a diferença",
diz Márcia Rabello, coordenadora
de potencial humano da empresa.
Assim como a Camargo Corrêa,
outras empresas de vários ramos e
portes têm feito de tudo para levantar
o astral de suas equipes. No ano passado,
a indústria capixaba de móveis
Movelar destinou R$100 mil a eventos, como
uma festa para mais de mil funcionários
e familiares. Pelo mesmo valor, o empresário
Marcos Ermírio de Moraes organiza,
para corporações como Unilever
e Dupont, uma versão light de seu
Rally dos Sertões, que serve como
treinamento de trabalho em equipe.
Tanto investimento no bem-estar do funcionário
é uma tentativa de compensar a frustração
na maioria dos ambientes de trabalho. "Grande
parte do que as pessoas fazem não
tem sentido para elas: são tarefas
enfadonhas, repetitivas e mal planejadas",
analisa Thomaz Wood Jr., professor da FGV.
O problema é especialmente crítico
em ramos como telemarketing. Os operadores
trabalham sentados, ao telefone, e tem metas
diárias a cumprir. Com 29.500 operadores,
a Atento organiza todos os anos um Show
de Talentos, ao custo de R$500 mil. "Busca-se
cada vez mais incentivar o contato humano
que falta na vida pessoal", diz Cleide
Barani, vice-presidente de recursos humanos.
"Se o funcionário tem um ambiente
de trabalho feliz e integrado, não
se incomoda com mais horas de trabalho"
afirma Felipe Westin, diretor de RH da indústria
farmacêutica Bristol-Meyers Squibb.
No ano passado, a empresa recebeu um prêmio
nos Estados Unidos por seu programa no Brasil,
com atividades como a prática de
esportes radicais, técnicas circenses
e um grande show de calouros, que contou
com Pedro de Lara e Elke Maravilha no juri,
além de um Silvio Santos interpretado
pelo próprio presidente da empresa,
Mario Grieco. A nova gestão credita
a esses programas ter saído da crise
e registrado crescimento de 10% no faturamento
do ano passado.
Apesar de empolgar a turma do RH, essas
iniciativas são vistas com desconfiança
por alguns especialistas. "Não
adianta dar injeções de ânimo
e de distração aos funcionários",
diz Tania Casado, professora do Programa
de Estudos de Gestão de Pessoas da
Faculdade de Administração
da USP. Tania assinala que os chefes devem
perceber qual é a motivação
de cada membro de suas equipes. "O
que é um incentivo para uma pessoa
pode não significar nada para outra."
Já o laboratório Merck aplica
um teste que classifica os funcionários-
chamados de colaboradores - em 16 tipos
psicológicos baseados na teoria junguiana.
A combinação de letras que
define cada perfil passou a integrar o vocabulário
da empresa. "Meu chefe é INFP,
meu oposto, que sou ESTJ. Isso me deixava
aflita, porque os projetos simplesmente
não andavam. Agora sei que não
posso ir direto ao ponto com ele",
diz a assistente Alessandra Lima.
A classificação ajuda, esclarecendo
comportamentos, mas Alessandra se sente
um pouco rotulada. "O tipo pode ser
usado como escudo por algumas pessoas, inibindo
a reflexão. É um risco",
pondera Tania.
Para Thomaz Wood. o que falta nos programas
de desenvolvimento pessoal é um conteúdo
que trate dos verdadeiros problemas das
organizações, como dilemas
estratégicos, dificuldades de relacionamento
e jogos políticos. "Se barreiras
como líderes autoritários,
injustiça, falta de transparência
e processos confusos forem removidas, o
trabalho ganhará um sentido para
o funcionário e o circo da motivação
não precisa existir", afirma
Wood. |